O silvo do transe pudoroso ainda paira sobre as construções e as
plantações. A criança baixa sua testa em consideração à sua última e
esfarrapada esperança de sorrir. Consolos melindrosos ainda a sorrir nos
cruzamentos dos caminhos sinuosos. Bem alto, no nível das nuvens, abrem-se comportas para que caiam as solubilidades químicas derretedoras de argumentos. E caem.
“Maldito ciclone” – rouquejamos. Sua cor única é o emblema da
circunscrição única. Nossos braços estão impedidos de abraçar. As canções já
emudecidas; campos inacessíveis pelas cercas ácidas. Pálidas são as vestes
sacerdotais dos geniosos ministros infernais. Mas ainda pagamos pelas preces,
mesmo sem o saber – ainda ajoelhamos na armadilha armamental. Sempre, sempre na
espera de um amanhecer nostálgico que nos quebre os elos fatais.
Nem as águas que eventualmente desabam chegam a nos curar. Nossas feridas, já
tragadas pela umidade, decoram festivas as estradas da iniquidade.
Nossos olhares – ah! Quem me dera não mais lembrar dos termos da
promessa imposta! Este vínculo politicamentosamente inamovível que nos cinge de
dor... e a dor... impossível de ser descrita porque é GRITO e lamento inútil de
se tentar traduzir...
Cante ao espaço pútrido, exclame pela salvação, meu único amigo – pode
dar certo desta vez. Tem que ser certo, certeza de vida vivida; sim, agora!
Agora os resíduos tecnológicos cobrem a exclamação.
Vastos esteios de domínio recobertos pelo assombroso arsenal: nossa
despedida. Nossas idas taciturnas, silentes, evanescidas... Para a distância
mais erma e oposta ao conceito acolhedor... Longe, longes sentimos e sonhamos
nossos sonhos sem paz, dilaceradas lágrimas!
Sim, vez ou outra alguma estrela cai do céu. Mas sabemos se tratar
apenas de rochedos, ou coisas menores ainda – partículas insignificantes de
esperança objetivada. Nada que mude o enredo básico. Sonhamos ainda com uma
libertação criativa, realmente emocionante – não estas fugas ilusórias! Não
queremos mais máquinas artificiosas para enxugar nosso pranto – precisamos,
isto sim, que este seja derramado por uma causa digna!
Digno! Digno, brilhe como outrora! Conte-nos novamente aquelas
histórias preciosas – precisas! – de revoluções previstas por profetas
filosóficos, imponentes no retrato!... Revoadas mecan
Corte. Sempre há alguém caminhando sozinho debaixo da chuva. E, quando
nos apercebemos disso, é quase sempre certo que somos nós. Ou seremos. (“Os
próximos”.)
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